Diário de Bordo 28/09/11
Hoje fui na UNIC PANTANAL...Primeira vez depois de todos aqueles dias que passamos juntos!!!!
E como eu quis voltar no tempo....
Tinha acabado de sair de uma prova tensa e fui me preparar pra outra...qdo fui ao bebedouro perto do auditório um filme passou em minha cabeça e me peguei por alguns instantes parada, olhando pro auditório e rindo sozinha!!!
Onde estão vcs mequetrefes da minha vida???
Tô precisando mto entrar no jogo com vcs...gerar energia...dar o meu melhor!!!!
Saudade,saudade,saudade
;)
Palhaçoterapia
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Diário de bordo por Eduardo Lênin.
Exxpia só Darwin...nois tá biito hein!...Tamo na inteerrrnete agora!!! Rsrsrs
Essa semana pós- curso foi bem intensa. Não ter mais a correria pra poder chegar no horário na oficina foi estranho, e acostumar com a idéia de que pra frente estaríamos por nossa conta e risco é assustador.
Esses dias pra mim foram de matar, com a prova de pediatria chegando acabou que me afastei um pouco das pessoas, não sei se valeu à pena! Pois escutei de algumas, “você tá chato”, “você tá diferente”, acho que não era esse objetivo que busquei quando entrei pro curso! Lembro de ter falado pro Jupiro que buscava uma forma de me tornar menos chato! Mas acabou não coloquei as minhas bolinhas pra funcionar e o resultado estava escrito nas “falas” das pessoas!
Mas ontem foi um dia diferente, foi o dia dos “Adjodjamento de Grátis”, pena que ninguém entendeu isso, nem mesmos os cuiabanos de Tchapa e Cruxxxx entenderam!!!
Pra começar, chegamos depois que o projeto da faculdade tinha acabado então pensei, “já Elvis”, mas quando me aproximei da galera, pensei que poderia dar certo e já que estávamos ali não tínhamos motivos pra voltar atrás. Como eu estava sem minha maquiagem fiquei de cineastra e fotógrafo.
E aquilo ali foi mágico, pensei que as pessoas não dariam muito crédito e que não entrariam no jogo, como realmente aconteceu algumas vezes, mas nada é tão bom quanto amargar e voltar com tudo, e, de repente, recebermos um abraço. E por trás da lente eu via que os meus melhores companheiros usavam aquela energia do abraço recebido pra poder passar para o próximo. E escutar os “muito obrigado”, “Deus te abençoe”, “Vocês estão de parabéns” foi “sensacionante”. E por mais que eu tenha recebido alguns abraços, pra mim faltava alguma coisa, o meu rosto e a minha roupa, e ver meus companheiros abraçando, dançando no meio da rua era a mesma sensação de ter as bolinhas no meu corpo, kuduro tocando e eu lá paradão!!! Mas teremos outra oportunidade, e quando vier não deixarei passar!!!Eu só pude escrever nesse domingo, porque ontem eu cheguei em casa às 15:00h , deitei, dormi e acabei de acordar...hehehe...e são só 9 horas da manhã de DOMINGO!!!
sábado, 24 de setembro de 2011
O Diário Gentileza.
Diário Mequetrefe de Bordo
Não sei ao certo como começar... Poderia começar te chamando de querido companheiro, de Darwin , Marley , amigão e outros tantos nomes que pude escutar nessa jornada. Nunca acho que sou bom com as palavras, pois as acho infinitamente limitadas para traduzir sentimentos. Acredito que seria mais fácil escrever com cores, sons, estrelas, grãos de areia, números ou alguma outra coisa que fosse tão infinita quanto os sentimentos.
Infinito, acho que durante esses dias aprendemos muito o verdadeiro significado desta palavra. Pois assim como um romance de filme, encontramos a eternidade de nossa existência dentro da existência do outro. E percebemos o quanto nosso amor coletivo é infinito. E encontra-lo hoje se torna tão fácil, pois ele está em nossos olhos, abraços, dedicatórias, narizes, sorrisos e principalmente em nossos corações. Em uma das portas mais bonitas dele, nela está escrito: “Entrada para raros, só os melhores companheiros do mundo.”
Atrás dela encontramos nossos melhores momentos e as situações mais especiais vividas juntas. Nela escutamos Beirut, Kuduro e cocoricó. Lá é repleto de espelhos e em cada espelho encontramos um pouco dos outros em nós. Lá está a caixa da fada, o convite do casamento, o bastão da palavra, a raposa.
Também encontramos uma mesa farta, repleta dos melhores vinhos, porém permitimos a entrada de vinhos não tão bons, porque nessa mesa os filhos renegados da Itália podem ser bem-vindos e lá eles até podem se tornar os melhores vinhos do mundo. Temos os melhores queijos e junto a eles a mozzarella, para os que gostam de um toque de café da manhã em seu jantar. Para beber também temos litros de shake da herbalife, para que os mais fofinhos possam comer os beijinhos mais doces do mundo sem ficar pensando em cajuzinhos, lasanhas, docinhos e ou até em petit gateau. Lá sempre a lojinha de sorvete está prestes a fechar, mas reabre imediatamente quanto chega alguém para pedir uma casquinha.
Dentro deste espaço também existe um travesseiro mega fofinho escrito em letras garrafais, DURMA MEDO MEU. Com ele percebemos que nossos medos anteriores adormeceram e que as sombras que me assustavam tanto não me assustam mais.
Vemos também um enorme fliper em formato de corpo e lá estão minhas fabulosas bolinhas, nesse espaço elas realizam um grande espetáculo de luz e cor. Acredito até que elas deveriam também possuir um número para entrar no circo. Seria incrível!!!!
Por falar em circo, encontro ao lado do convite de casamento uma carteira de trabalho colorida e divertida. Nela encontro colada a foto 3X4 batida na frente da UNIC e embaixo está o nome do meu clown. Ao passar algumas folhas vejo minha contratação para trabalhar no Fantástico Circo do Dr. Gentileza. E ao verificar minha função, encontro lá: MEQUETREFE.
Na parede também vejo minha enorme foto de quanto era criança e nela meus olhos a cada dia que passa fica mais brilhantes. Lá existe uma fonte em formato de jarra que está tão cheia que transborda para uma pirâmide de copos vazios.
Entrar nessa porta para mim hoje é tão simples e fácil quanto afastar uma cadeira para ver mais um pôr-do-sol. Pois tenho uma chave vermelha que me permite entrar lá quando desejar. Para abrir essa porta só preciso posicionar esta chave em meu nariz, brilhar meus olhos e acordar a onça dentro de meu corpo a tal ponto de escutar o som de um rasquiado de uma viola de cocho tocada por seu porteiro e toda a magia se revelará. E me sentirei sempre como parte desta família mequetréfica, de olhos brilhantes e que todo tempo vive em busca de encontrar novos companheiros do mundo. Com o objetivo de ampliar cada vez mais essa porta dentro de meu coração, para que ele sempre seja infinito.
Não esquecendo nuca que palhaço pronto é palhaço morto, por isso, cada vez que andar dentro desta sala, encontrarei algo novo, até porque cada vez mais desfruto de cada passo de meu caminho.
Beijossssssssssssssssssssssss de quem aprendeu muito a amar todos vocês
Don Gentileza
IGOR DUETI:Como eh bom ver a sua forma de olhar Dom Gentileza Rafael Barreiros, confesso que recordei (recordar - vem do coracao) cada momento vivido naqueles dias que serao para sempre lembrados em minha vida! Queridos mequetrefes, o por-do-sol eh de quem olha, portanto temos infinitas formas de olhar aqueles belos dias que se passaram e digo mais esses formas ficaram muito mais interessantes depois que aprendi e aprendemos ver com o Nariz vermelho como o Norte e os olhos o espelho da nossa alma! Ale UP!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Os melhores companheiros do mundo!
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz –, debaixo da macieira...
- Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpe – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?"
...
"- Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo pra mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! – disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho –, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- Agente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me.
- Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca sabei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. – É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim, o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis – disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! – disse ele.
_ Vou – disse a raposa.
- Então, não terás ganhado nada!
- Terei, sim – disse a raposa –, por causa da cor do trigo."
( SAINT-EXUPÉRY, ANTONIE de, 2009) Trecho do livro, O Pequeno Príncipe, capítulo XXI.
Nós compramos o risco de nos deixar cativar, e por mais que possamos vir a chorar, acho que é unanime a alegria de agora saber a cor do trigo, sabermos o significado de um olhar cheio de energia, a importância de amargar, de respeitar nossos limites, de compartilhar uma dança lindona com os melhores companheiros do mundo, de manter um olhar mais brilhante, de ser o mais sincero e de reconhecer a necessidade do outro através do olhar. Agradecemos ao Dom Gentileza, esse mequetrefezinho, que tanto cativou a todos nós.
Por mais que nos falte o ritual do horário, teremos o ritual do olhar, do abraço e da ansiedade do próximo encontro.
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